Caça-Palavras de Cores
Caça-palavras de cores: de vermelho e azul a tons como terracota, sépia e champanhe. Palavras escondidas em grids de 8×8 a 12×12. As palavras podem ser encontradas na horizontal, vertical e diagonal. Na dificuldade difícil, também aparecem na direção contrária.
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Sobre o caça-palavras de Cores
Cores que eram outra coisa primeiro
Uma parte curiosa desta lista é quantos tons carregam nome de objeto. VINHO, SALMÃO e MOSTARDA batizam cores porque a bebida, o peixe e o condimento vieram antes; a língua simplesmente emprestou a referência. MARFIM aponta para as presas de elefante, GRAFITE para o mineral do lápis, BORDÔ para a região francesa de Bordeaux e seus vinhos escuros. Já FÚCSIA homenageia uma flor, que por sua vez homenageia o botânico alemão Leonhart Fuchs. Quando o jogador percebe esse padrão, a lista deixa de ser um bloco de nomes soltos e vira um pequeno inventário de comidas, materiais e lugares que acabaram virando referência de tonalidade no português.
Um ditado disfarçado de passatempo
Procurar cor por cor no grid funciona como revisão de ortografia sem cara de exercício. FÚCSIA obriga a lembrar do encontro entre C e S, raríssimo no português. PÊSSEGO cobra o S dobrado no meio da palavra. E os acentos variam: til em SALMÃO, circunflexo em BORDÔ. Como a busca é feita letra por letra, o jogador confere a grafia inteira antes de marcar a resposta, o que ajuda a fixar a escrita de termos que muita gente erra na hora de digitar ou de escrever à mão.
Da cartela de tintas para a atividade
Lojas de material de construção distribuem de graça cartelas de amostra de tinta, e elas combinam muito bem com esta categoria. Em sala de aula, cada aluno recebe algumas cartelas e, ao encontrar uma palavra no tabuleiro, procura o tom correspondente: MARFIM e GRAFITE aparecem em praticamente qualquer catálogo brasileiro. Em casa, a versão simplificada também rende: a criança acha a cor no jogo e depois sai apontando um objeto daquele tom pela casa. Nos dois casos, o vocabulário sai do papel e se conecta com o que os olhos veem, que é onde nome de cor faz sentido de verdade.